terça-feira, 21 de setembro de 2010

Audioteca Sal e Luz - UTILIDADE PÚBLICA!



Audioteca Sal e Luz
Rua Primeiro de Março, 125- 7o andar, Centro- RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007

Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

http://audioteca.org.br/noticias.htm

A AUDIOTECA SAL E LUZ é uma instituição filantrópica que produz e empresta audiolivros gratuitamente.
Os audiolivros permitem deficientes visuais e cegos a experiência da leitura, que, na minha opinião, é muito importante para a existência de alguém. Permite viagens sem sair do lugar, sem custo, sem ajuda de ninguém. Exercita o cérebro, instiga a curiosidade, instrui, permite acesso a instituições de ensino, informa, desenvolve raciocínios,... enfim, facilita a vida, nos tirando da sobrevivência.

A AUDIOTECA SAL E LUZ tem um acervo com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral que são emprestados em diferentes mídias, K7, CD ou mp3.

Muito legal, né?!

O governo ajuda financeiramente este trabalho, porém, para que a ajuda seja mantida a instituição precisa mostrar resultados, eles precisam atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, caso contrário ele será extinto.

Para ter acesso ao acervo basta se associar na sede, na Rua Primeiro de Março, 125, Centro, RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro! Devido a dificuldade de locomoção de cegos pela nossa cidade eles também podem solicitar o livro pelo telefone (2233-8007), escolhendo o título pelo site (http://audioteca.org.br/noticias.htm), e será enviado GRATUITAMENTE pelos Correios.

É muito importante divulgar esse tipo de informação! Tenho certeza de que o serviço não tem pouca procura por falta de interesse nele, mas sim, pela falta de conhecimento de sua existência! Divulguem!


Audioteca Sal e Luz
Rua Primeiro de Março, 125- 7o andar, Centro- RJ. CEP 20010-000
Fone: (21) 2233-8007

Horário de atendimento: 08:00 às 16:00 horas

http://audioteca.org.br/noticias.htm

Seria tão mais fácil se o que fosse necessário para as coisas funcionarem no mundo fosse divulgação, boa vontade, conversa, e não dinheiro...

Será????

sábado, 19 de junho de 2010

Doação de Medula Óssea


Tem entre 18 e 55 anos? Cadastre-se!

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que fica dentro dos ossos, é o "tútano". Na medula são produzidos os componentes do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas. Ela é rica em células tronco, essas células são simplesmente células "iniciais", ou seja, aquelas com capacidade de se diferenciar em diversos tipos de células dependendo do estímulo que receberem.
Medula óssea não é a mesma coisa que medula espinhal, a medula espinhal é formada por tecido nervoso e fica dentro da coluna. Sua função é transmitir os impulsos nervosos.

As células do sangue tem uma duração, um tempo de vida, por isso são produzidas constantemente. As hemácias que alguém tem hoje não são as mesmas do começo do ano, por exemplo.

A doação de medula não é igual a de sangue, ela precisa de uma compatibilidade de genes, então, ninguém chega lá e simplesmente doa.

O indivíduo voluntário vai ao centro de coleta, preenche uma ficha com alguns dados, após isso é coletado um pouquinho, pouco mesmo, 5 ml de sangue, e aí os genes serão mapeados.

Tudo vai para um banco de dados, os registros de doadores coletados em todo o Brasil formam o Registro de Doadores de Medula (REDOME), unificado.

É muito difícil achar pessoas compatíveis, por isso, quanto mais gente, melhor.

Um indivíduo que necessite da doação terá a busca efetuada inicialmente no REDOME e, caso não seja encontrado doador compatível, a busca é estendida para os registros de todo o mundo, que estão integrados em um mesmo universo para consultas, chamado Bone Marrow Donors Worldwide (BMDW).

Caso seja encontrada compatibilidade entre um doador e um potencial receptor, eles entram em contato para que possam ser feitos novos exames com o intuito de confirmar a compatibilidade e o perfeito estado de saúde do doador. Sendo compatível e estando em bom estado de saúde, o voluntário é consultado sobre a doação. Mesmo que tenha o cadastro e tudo, ninguém é obrigado a doar.

Caso queira, vai prá doação propriamente dita.

A doação também é diferente de uma doação de sangue normal, é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e precisa de internação de um dia. O procedimento é rápido e simples. É feita uma punção na medula na região da bacia e então tira-se um pouco do conteúdo por aspiração.
Existe um outro jeito de fazer, que é pela veia, precisa tomar um remédio antes por 5 dias, mas não sei quais são os critérios para fazer um ou o outro e acredito que o primeiro seja mais comum.

Extrai-se aproximadamente 10% da medula. Dentro de poucas semanas a quantidade já está recomposta no doador.

A doação de medula não limita o doador em absolutamente nada, ele não perde a sua medula. Uma medula funcionante é renovável, ela "se procria", então o seu corpo repõe o que você perdeu. Não é como no caso de um rim, que o doador perde o órgão. As células que ficaram (+ ou - 90% do que existia antes da doação) vão se replicar, reconstituindo, portanto, a sua medula.

Os riscos para o doador são poucos e são relacionados a um procedimento que necessita de anestesia. No caso é feito (como em qlqr procedimento cirurgico anestesico) um risco pré-operatório, que é praticamente nulo para um jovem saudável.

Mesmo dentro de uma família é difícil encontrar compatibilidade. Devido a mistureba do povo brasileiro, a procura pelo doador ideal é dificultada, por isso, um número cada vez maior de pessoas que queiram doar facilita o encontro de medulas compatíveis. A chance de se encontrar uma medula óssea compatível no Brasil hoje é de 1 em 1milhão. Com uma maior quantidade de pessoas cadastradas esse número pode mudar.

É um procedimento muito simples. E pode permitir a vida de alguém.

Quem precisa de transplante de medula são pessoas com produção anormal de células sanguíneas, normalmente causada por um câncer no sangue (as leucemias), e portadores de aplasia de medula. Por exemplo, na anemia aplástica a medula do doente não produz as células do sangue. Já a leucemia é um tipo de câncer que afeta as células de defesa, os leucócitos, tanto na função quanto na velocidade do crescimento. Para muitas dessas pessoas o transplante de medula é A esperança de cura.

Respeito pensamentos e decisões individuais a cerca dos seus próprios corpos, é claro, mas informo aquilo que julgo válido, importante e útil. Meu cadastro de medula já está feito.

Se quiserem se informar melhor:

http://www.hemorio.rj.gov.br/

http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

Listo abaixo endereços e telefones de hemocentros em todo o Brasil, e quem estiver em condições de doar sangue/plaquetas pode aproveitar e fazer isso no mesmo dia que for fazer o cadastro!

Ah! No dia 22/06, de 09:00-16:00 em frente a biblioteca do CCS no Fundão vai ter uma equipe do HEMORIO cadastrando doadores.

No dia 27/06, de 09:00-14:00 no CIB, em Copacabana, haverá uma equipe do HEMORIO cadastrando doadores.

REGIÃO NORTE
Amazonas
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas - HEMOAM
Av. Constantino Nery , 4397 - Chapada - Manaus
CEP: 69.055-002
Telefone: (92) 3655-0100
Pará
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará - HEMOPA
Trav. Padre Eutiquio, nº 2109 - Batista Campos - Belém
CEP: 66.033-000
Telefone: (91) 3242-9100 / 6905

Acre
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Acre - HEMOACRE
Av. Getúlio Vargas, nº 2787 - Vila Ivonete - Rio Branco
CEP: 69.914-500
Telefone: (68) 3228-1494

Amapá
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Amapá - HEMOAP
Av. Raimundo Álvares da Costa, s/nº - Centro - Macapá
CEP: 68.908-170
Telefone: (96) 3212-6139 / 3223-6289

Rondônia
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia - HEMERON
Av. Circular II, s/nº - Setor Industrial - Porto Velho
CEP: 78.900-970
Telefone: (69) 3216-5489 / 9957-3000

Tocantins
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Tocantins – HEMOTO
Quadra 301 Norte - Conj. 02 Lt.1 - Palmas
CEP: 77.030-010
Telefone: (63) 3218-3285

REGIÃO NORDESTE

Bahia
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Bahia - HEMOBA
Av. Vasco da Gama, s/nº Rio Vermelho - Salvador
CEP: 40.240-090
Telefone: (71) 3116-5600 / 3116-5661

Alagoas
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Alagoas - HEMOAL
Av. Jorge de Lima, nº 58 - Trapiche da Barra - Maceió
CEP: 57.010-382
Telefone: (82) 3315-2106 / 3315-2102

Sergipe
Centro de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe - HEMOSE
Av. Trancredo Neves, s/nº - Centro Adm. Gov. Augusto Franco - Aracaju
CEP: 49.080-470
Telefone: (79) 3259-3191

Paraíba
Centro de Hematologia e Hemoterapia da Paraíba - HEMOÍBA
Av. D. Pedro II, 1119 - Torre - João Pessoa
CEP: 58.013-420
Telefone: (83) 3218-7610

Maranhão
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Maranhão - HEMOMAR
Rua 5 de Janeiro, s/nº - Jordoa - São Luis
CEP: 65.040-450
Telefone: (98) 3216-1100 / 0800-280-6565

Rio Grande do Norte
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Rio Grande do Norte - HEMONORTE
Av. Almirante Alexandrino de Alencar, 1800 - Tirol - Natal
CEP: 59.015-350
Telefone: (84) 3232-6702 / 3232-6767
Fax: (84) 3232-6703

Piauí
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí - HEMOPI
Rua 1º de maio, 235 - Centro - Teresina
CEP: 64.001-430
Telefone: (86) 3221-4927 / 3221- 4989
Fax: (86) 221-7600

Pernambuco
Centro de Hematologia de Pernambuco - HEMOPE
Rua Joaquim Nabuco, 171 – Graças – Recife
CEP: 52.011-900
Telefone: (81) 3416-4723

Ceará
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará - HEMOCE
Av. José Bastos, 3.390 – Rodolfo Teófilo - Fortaleza
CEP: 60.440-261
Telefone: (85) 3101-2296

REGIÃO SUDESTE

Rio de Janeiro
Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8 – Centro – Rio de Janeiro
CEP: 20.211-030
Telefone: (21) 2509-1290

Instituto Nacional de Câncer - INCA
Praça da Cruz Vermelha, 23 – 2º andar – Centro – Rio de Janeiro
CEP: 20.230-130
Telefone: (21) 2506-6580

Espírito Santo
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo - HEMOES
Av. Marechal Campos,1468 - Maruípe - Vitória
CEP: 29.040-090
Telefone: (27) 3137-2458 / 3137-2463 / 2438

Hemocentro Regional de São Mateus
Av. Otovarino Duarte Santos, km. 2, s/nº - Parque Washington – São Mateus
CEP.: 29930-000
Telefone: (27) 3773-7226

Minas Gerais
Fundação HEMOMINAS
Alameda Ezequiel Dias, 321 – Centro – Belo Horizonte
CEP: 30.130-110
Telefone: (31) 3248-4515 / 3248-4516

Hemocentro Regional de Juiz de Fora
Rua Barão de Cataguases, s/nº – Centro
CEP.: 38015-370
Telefone: (32) 3216-3000

São Paulo
Santa Casa de Misericórdia
Rua Marquês de Itu, 579 – Vila Buarque – São Paulo
CEP: 01221-001
Telefone: (11) 2176-7000 / 0800-167-055

Hemocentro Regional de Ribeirão Preto
Rua Tenente Catão Roxo 2501 – Monte Alegre
CEP: 14.051-140
Telefone: (11) 3963-9300

Hemocentro Regional de Marília
Rua Lourival Freire, 240 - Fragata
CEP: 17.519-050
Telefone: (14) 3402-1868 / 3402-1866

Hemocentro Regional de Campinas
Rua Carlos Chagas, 480 – Hemocentro da Unicamp
CEP: 13.083-878
Telefone: (19) 3788-8740

Núcleo de Hemoterapia de Franca
Av. Dr. Hélio Palermo, 4181 – Santa Eugênia
CEP.: 14409-045
Telefone: (16) 3727-3666

Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII
Rua Antenor Duarte Vilela, 1331 - Dr. Paulo Prata
Telefone: (17) 3321-6600

Hemonúcleo Hospital Universitário de Taubaté
Av. Granadiero Guimarães, 270
CEP.: 12020-130
Telefone: (12) 3633-4422 – ramal: 7623 / 7593

Hemocentro São José do Rio Preto
Av. Jamil Feres Kfouri, 80 – Jardim Panorama
Telefone: (17) 3201-5151 / 3201-5078

REGIÃO SUL

Rio Grande do Sul
Centro de Hemoterapia e Hematologia do Rio Grande do Sul - HEMORGS
Av. Bento Gonçalves nº 3.722 - Partenon - Porto Alegre
CEP: 90650-001
Telefone: (51) 3336-6755 / 3336-2843

Hemocentro Regional de Santa Rosa
Rua: Boa Vista, 401, Centro
CEP.: 98900-000
Telefone: (55) 3511-4343

Santa Catarina
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Santa Catarina - HEMOSC
Av. Othon Gama D’eça, 756 Praça D. Pedro I - Centro – Florianópolis
CEP: 88015-240
Telefone: (48) 3251-9711 / 3251-9712 / 3251-9713

HEMOSC Chapecó
Rua São Leopoldo – Quadra 1309 – Esplanada
CEP: 89.811-000
Telefone: (49) 3329-0550

HEMOSC Criciúma
Av. centenário, 1700 – Santa Bárbara
Cep. 88.804-001
Telefone: (48) 3433-6611

HEMOSC Joaçaba
Avenida XV de Novembro, 49 – Centro
Cep. 89.600-000
Telefone: (49) 3522-2811

HEMOSC Joinville
Av. Getúlio Vargas, 198 - anexo ao Hospital Municipal São José
Cep.: 89.202-000
Telefone: (47) 3433-1378

HEMOSC Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 – Centro
Cep. 88501-310
Telefone: (49) 3222-3922

Posto de Coleta de Tubarão
Rua Rui Barbosa, 339 – anexo a Gerência de Saúde
Fone: (48) 3621-2405

Paraná
Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná - HEMEPAR
Travessa João Prosdócimo, 145 – Alto da Quinze - Curitiba
CEP: 80060-220
Telefone: (41) 3281-4000 / 4051

Hemocentro Regional de Cascavel
Rua Avaetés, 370 – Santo Onofre
CEP.: 85806-380
Telefone: (45) 3226-4549

REGIÃO CENTRO-OESTE

Distrito Federal
Fundação Hemocentro de Brasília
Hospital Base - SMHN Quadra 101 - Bloco A - Mezanino
CEP: 70.335-900
Telefone: (61) 3325-5055

Mato Grosso
HEMOMAT Centro de Hemoterapia e Hematologia de Mato Grosso
Rua 13 de junho, nº 1055 – Centro - Cuiabá
CEP: 78.005-100
Telefone: (65) 3321-4578

Mato Grosso do Sul
HEMOSUL Centro de Hemoterapia e Hematologia do Mato Grosso do Sul
Av. Fernando Correia da Costa, nº 1304 – Centro – Campo Grande
CEP: 79.004-310
Telefone: (67) 3312-1500 / 3312-1502

Goiás
Centro de Hemoterapia e Hematologia de Goiás - HEMOG
Av. Anhanguera, 5195 - Setor Coimbra - Goiânia
CEP: 74.535-010
Telefone: (62) 3201-4570 / 3201-4574

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Em ritmo de Copa!


A morte súbita no esporte é algo que ganha espaço considerável na mídia quando ocorre com atletas profissionais.

Atletas profissionais, teoricamente, símbolo de saúde.

Teoricamente, afinal, os craques que nos fazem questionar se são crack ou cocaína, deixam claro quanto a teoria pode se distanciar da prática em determinados casos.

A morte súbita relacionada ao exercício e ao esporte (MSEE) é um evento raro, e, normalmente previsível. Diversas são as causas que podem culminar nele, e, distinguem-se basicamente em dois grupos: aquelas que acomentem indivíduos abaixo dos 35 anos, e aquelas que ocorrem acima desta faixa etária.

A diretriz da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte sobre MSEE frisa a importância de exames clínico e complementares prévia a participação de indivíduos envolvidos em prática de exercícios. Isso se justifica pois, como já exposto anteriormente, a maioria dos casos deste evento fulminante ocorre por razões detectáveis e, consequentemente, previníveis.
Além disso a SBME agrega importância a existência de uma boa infra estrutura do ponto de vista médico nos locais de treinamento e competição para um pronto atendimento em situações emergenciais.

O sedentarismo traz prejuízos a saúde por diversas razões, e isso é tão dito hoje em dia que já se tornou senso comum. Por isso, muitos são aqueles que acreditam estar investindo na vida longa (ou ao menos estão diminuindo sua crise de consciência) com aquela pelada no final de semana. MAS, eu advirto agora: A prática de exercícios extenuantes eventuais pode ser extremamente prejudicial a saúde!

O corpo dos chamados "atletas de fim de semana" não está preparado para realizar uma determinada intensidade de trabalho. Assim, o exercício se torna um gatilho de um evento cardíaco, que pode, inclusive, ser a morte súbita.

Além disso, os benefícios a saúde não são alcançados para aqueles cuja prática de exercícios não é regular. Não dar sequência ao trabalho iniciado não melhora a condição física.

Como fugir do sedentarismo?

Bom, para os indivíduos que gostam de se exercitar, a resposta é simples: Procure a atividade mais prazerosa, e faça dela um hábito!
Mas, para aqueles que não gostam de fazer exercícios e se armam de desculpas para evitá-los, fica aqui a dica:
Pequenas atitudes podem transformam qualquer um em alguém mais saudável. Optar pela escada em vez de utilizar o elevador, estacionar o carro um pouco mais distante e caminhar, dispensar o controle remoto são algumas possibilidades.

A caminhada é o exercício físico mais recomendado pelos médicos. Sua prática ideal é de no mínimo 30 minutos cinco vezes por semana. Diferentemente da corrida, este esporte não costuma sobrecarregar os joelhos, já que o impacto é reduzido. Inicie com 5 minutos, e vá aumentando conforme sua disposição. Ninguém sai do zero e vai para 100 de um dia para o outro.

É importante manter uma ingesta de água antes, durante e após os exercícios.

Aqueles que pretendem deixar o sedentarismo de lado devem consultar um médico antes do início da prática, para que ele possa avaliar as possibilidades individuais, auxiliando na escolha da atividade mais adequada, e, reduzindo a possibilidade de eventos fulminantes.

Aproveitem a Copa do Mundo, inspirem-se! Não deixem a pelada do final de semana de lado, mas, agreguem a ela caminhadas diárias! Ou, outra atividade prazerosa! O importante é se mexer!

Aqueles que não tem a intenção de modificar o estilo de vida, pretendem continuar como atletas de final de semana, sugiro o futebol de botão ou o totó no lugar da pelada! =D

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pena


De acordo com o "Seu Houaiss", pena é:
1 - sanção aplicada como punição ou como reparação por uma ação julgada repreensível; castigo, condenação, penitência.
1.1 - JUR sanção prevista pelo legislador e aplicada pelos órgãos jurídicos competentes
2 - profundo sofrimento; aflição
3 - sentimento de pena com relação a alguém, a si mesmo ou alguma coisa; compaixão, dó
4 - desgosto recolhido cujas marcas transparecem no semblante, nas palavras; tristeza, amargura, pesar
...
Além de um monte de outras coisas, inclusive aquelas estruturas ceratinizadas que revestem o corpo de uma ave. =D

Duas folhas prá frente e o seu Houaiss me define penitenciária:
JUR estabelecimento em que, sob sistema penitenciário, recolhem-se as pessoas condenadas a penas de privação de liberdade, para que ali as cumpram.

A etimologia da palavra esclarece mais um pouco, penitenciária vem de penitência + ária. Penitência é remorso, arrependimento por um erro que se cometeu. O sufixo -ária, de uma maneira simplificada, está relacionado com lugar, logo, penitenciária pode ser entendido como o local onde se vive o arrependimento do erro cometido.

Não sou uma profunda conhecedora do nosso sistema penitenciário. Mal sou superficial conhecedora dele, na verdade. Mas me peguei pensando sobre as "coincidências" (não sei se acredito em coincidências) da pena. Pena é a punição que alguém recebe por ter tido uma conduta fora dos padrões estabelecidos pela ordem local. E ao mesmo tempo é aquele sentimento que dói no coração e na barriga de quem sente, na minha opinião um dos piores de sentir. Acho-o tão ruim que evito ao máximo experimentá-lo, se é que é possível se evitar um sentimento, mas, que me preenche toda vez que reflito a cerca das prisões nacionais.

Sinto pena de quem está na prisão cumprindo pena.

Sou romântica e otimista, mas sei que não posso afirmar que todos os cárceres são vítimas da sociedade, da realidade, da conjuntura.

Tenho fé nas pessoas, acredito na educação, e sei que, ao contrário do que muitos afirmam, as pessoas mudam. Estar vivo é estar em movimento. Penso também que nunca é tarde para mudar ou começar algo, tarde demais talvez seja simplesmente um momento que não se deseja viver.

Muitas pessoas cometem delitos por falta de educação. Sem educação dificilmente haverá oportunidades boas de carreira para seguir. Além disso, a auto estima baixa que a ausência do estudo pode conferir a alguém afasta o pensamento de capacidade. Soma-se a isso a ignorância, o desconhecimento de que existem muitos caminhos. Seres humanos vivem em contextos, seus contextos são a sua realidade.

As condições em uma cadeia são horríveis. Desumanas. Além do que, ser privado de sua liberdade é, na minha opinião, uma das piores coisas que se pode experimentar. Estar preso é, de certa forma, morrer. Uma morte social. E como toda morte, é eterna, afinal, o sistema penitenciária não oferece mecanismos viáveis e funcionais de reinserção dos indivíduos na sociedade.

O assunto é extremamente complicado, por isso muito difícil de disertar sobre, todavia minha pretensão aqui não é dar soluções simples de curto prazo, mas sim atentar para a importância das reflexões, dos diálogos a cerca do tema, para que as ações possam começar a surgir.

Acredito que uma instituição de pena para adultos deveria prover condições de VIDA - friso, VIDA e não sobrevivência - dignas e humanas. Além disso, seria de grande utilidade a existência de cursos técnicos profissionalizantes, ferramentas passíveis de uso para quando o preso retornar a liberdade, necessitando recomeçar sua vida.
Oficinas de vídeo, produção de texto, culinária, dentre outras, com profissionais das áreas seria uma forma de lazer que serviria para elevar a auto estima e a percepção de que existem outros caminhos. Digamos, por exemplo, que um preso nunca escreveu uma crônica. Aliás, ele nunca sequer leu uma. Mas ele não perde um jogo de futebol do seu time do coração, ou melhor, não perdia.
Na prisão ele frequenta a oficina da palavra, além de aulas de português, literatura, e técnicas de texto, cronistas bem sucedidos são convidados para ministrar algumas palestras.
Esse cárcere vai descobrir a existência de João Saldanha, por exemplo, vai ler os textos dele, e vai produzir as suas próprias crônicas de futebol com os jogos e experiência que estão na sua memória.
Não, ele não precisa sair dali e virar um cronista. Mas ele vai descobrir algumas coisas: pode-se viver de escrever. Leitura pode ser agradável, e pode ser sobre qualquer coisa, e, talvez o mais importante, ele tem capacidade de escrever.
Ao perceber que ele pode fazer algo que anteriormente nunca pensou talvez perceba que é hábil para fazer o que quiser, e que existe mais um monte de coisas que ele também nunca pensou. Isso eleva a percepção de si mesmo.
Soma-se a isso o fato de que, para produzir seus textos estará revivendo seus momentos alegres com sua paixão do lado de fora, isso faz bem.

Não, não acho que é simples assim. Sei que "o buraco é mais embaixo", que existem diversas questões dentro da temática.

Os reacionários de plantão diriam logo que eu idealizo uma prisão na qual é bom estar. Que preso tem mais é que se dar mal. Bandido bom é bandido morto. Que o cara é um safado e eu querendo que ele aprenda a escrever crônicas... e por aí vai. Aos que seguem mais ou menos essa linha de raciocínio deixo Cecília Meireles falar por mim:

"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dia Mundial Sem Tabaco






Desde 1987 a OMS articula com 192 países a comemoração do dia mundial sem tabaco (31/05), definindo um tema ligado ao tabagismo, com o objetivo de atrair a atenção de todo o mundo sobre esta epidemia e as doenças e mortes evitáveis a ela relacionadas.

Este ano a idéia é colocar a atenção nos efeitos maléficos do "marketing tabágico" sobre as mulheres e meninas ("Gênero e tabaco com ênfase no marketing para mulheres").
As ações visam a alertar sobre as estratégias que a indústria do tabaco utiliza para atingir o público feminino e acerca dos males que seus produtos causam à saúde dessa população e ao meio-ambiente.
Eles também destacam a necessidade de se banir toda a propaganda, promoção e patrocínios da indústria tabagista. Claro que sempre respeitando as constituições e princípios constitucionais dos países.

O número de homens fumantes ainda é maior do que o de mulheres, mas o sexo feminino cresce cada vez mais nas estatísticas.

Por que a OMS, o INCA, e diversas outras organizações sérias e respeitadas em saúde conferem tamanha importância o tabagismo?

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas sejam fumantes.

O total de mortes devido ao uso do tabaco atingiu a cifra de 4,9 milhões de mortes anuais, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 69 anos) (WHO, 2003).

No site do INCA sobre tabagismo tem um texto muito, muito interessante sobre os jovens e as mulheres na mira da indústria do tabaco. Vale muito a pena:
http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=jovem&link=namira.htm
Nesta publicação eles citam, e inclusive disponibilizam em pdf, os artigos secretos da indústria do tabaco, que são oriundos de documentos internos de grandes multinacionais do tabaco, revelados durante uma ação judicial movida por estados norte-americanos contra elas. Nestes documentos crianças e jovens são descritos como "reservas de reabastecimento".

E por que o foco nas mulheres? Mais uma forma de machismo fantasiado de qualquer outra coisa?

Eu não acho. Com a rápida alteração de seu papel social, esta fatia da população tornou-se um dos alvos prediletos da publicidade e da indústria do tabaco, que passou a imprimir ao "tubinho de câncer" uma imagem de emancipação e independência.

Estudos confirmam: hoje as meninas experimentam cigarros em maior proporção do que os meninos.
Ainda que a população de homens fumantes seja maior do que a de mulheres, a população de mulheres fumantes cresce mais do que a de homens.

Além disso, os malefícios nas mulheres tem particularidades próprias ao sexo. A mulher fumante tem maior risco de infertilidade, câncer de colo do útero, menopausa precoce e sangramento irregular. Além disso, as gestantes fumantes correm mais risco de sofrerem abortos, terem filhos prematuros, pequenos para a idade gestacional, com disfunções pulmonares, e a lista continua. A interação de anticoncepcional hormonal com o tabaco aumenta as chances de trombose e AVC.

Agora que já veiculei alguma informação importante sobre o tema, vou deixar uma dica de um filme: Obrigado por fumar. Assistam, é alimento para o pensar, até por que um bom filme é uma forma excelente de se refletir para poder debater.

Clima de documentário e comédia, é engraçado, inteligente, toca em assuntos polêmicos que dificilmente escapariam de um tom panfletário de uma maneira muito audaciosa. Exige do telespectador um certo gosto pelo sarcasmo. Além de provocar boas reflexões, provoca excelentes risadas.

Aqui tem uma crítica do filme que eu gostei:
http://omelete.com.br/cinema/critica-obrigado-por-fumar/

Espero que assistam e que gostem.

domingo, 2 de maio de 2010

Siga o seu coelho.

"De perto ninguém é normal." - Caetano Veloso, Vaca Profana

Não gosto muito de Caê! (Pronto. Começo logo dando uma razão para meio mundo me chamar de ignorante para baixo.) Valorizo o trabalho do homem, claro, mas não sou uma grande admiradora de sua obra, tampouco (muito menos seria mais bem aplicado) de sua pessoa. Mas dentre tantas coisas que ele já disse, essa frase da música Vaca Profana, é das mais inteligentes já proferidas pelo indivíduo em questão.

De perto ninguém, ninguém! é normal. Claro que existem aqueles que de longe já demonstram seu "anormalismo". Normal, normal...

Se ninguém é normal, quer seja de perto, quer seja de longe, podemos concluir que o normal, anormal é, e o anormal deve, portanto, ser normalíssimo.

Aqueles que, como eu, questionam sua lucidez frequentemente, encontram nessas palavras alguma paz. De perto ninguém é normal, nem eu.

A percepção do ser como único e individual vai de encontro com essa frase.
Por exemplo, a temperatura de 37ºC, nem considerada febre pelos médicos, é capaz de deixar o meu avô delirando. Isso é dele, e não adianta buscar tal conhecimento em livro algum, pois para ter o saber das partcularidades de cada um deve-se ter conhecimento prático com os indivíduos. De perto, não há padrão. Quando o conhecimento sobre o outro migra da superfície para as profundezas do ser percebemos: É muito difícil tentar desvendar alguém a partir do padrão estabelecido tendo como base uma massa.

O que é uma doença? Uma doença é um conjunto de sinais e sintomas oriundos de uma alteração da homeostasia. Então, basicamente, ao longo dos anos médicos foram juntando alterações comuns em indivíduos distintos, aglomerando-as e catalogando-as para poder dar um nome e um tratamento.

Hoje em dia as doenças da moda (e os remédios da moda) são as psiquiátricas.
Terminou um namoro com alguém que amava verdadeiramente e não quer sair da cama? Deve ser depressão! Foi demitido e não sabe como vai sustentar seus filhos? Talvez uma fluoxetina ajude você a seguir em frente...
NOT!
Sofrer é normal. Ou seria anormal? Enfim, experimentar sentimentos nem tão agradáveis, e por vezes completamente desagradáveis, faz parte dessa longa jornada que é a vida (bregão!). Isso facilita a compreenssão das coisas, e, consequentemente, de nós mesmos. E assim permite que nós consigamos seguir em frente, e no futuro lidemos melhor com os eventos indesejados que surgirão. Sim, eles continuarão surgindo sempre!

A excessiva veiculação na mídia das doenças psiquiátricas unida a ausência de interesses legítimos dos médicos, veio como um grande disserviço a população mundial do século XXI.
Com diagnóstico extremamente subjetivo e seus nomes na boca do povo, as doenças psquiátricas acabaram sendo banalizadas e levaram consigo suas drogas para a banalização.

Talvez, se Lewis Carroll vivesse hoje e contasse a um médico as diversas coisas que se passavam em sua mente, teria sido medicado, dopado, adormecido, e exerceria uma profissão qualquer ao invés de canalizar a sua "loucura" para o papel e produzir obras que ficariam como herança para a humanidade.

Aliás, Lewis Carroll foi um exemplo, mas poderia citar ainda, Salvador Dali, Picasso, Einstein, dentre muitos. Dizem que a linha que separa a genialidade da loucura é muito fina. Talvez em alguns casos a diferença não seja necessariamente o lado da linha que se está, mas sim o que se faz neste lugar.

Não quero aqui desmerecer as doenças psiquiátricas e tampouco seus tratamentos. Quero apenas lembrar que cada caso é um caso, e que devido a individualidade de cada um, merecem atenção e tratamento personalizados e não protocolados.

A filosofia clínica, ramo da filosofia que descobri recentemente, fala (dentre várias coisas, obviamente) que as pessoas tem formas distintas de expressar suas emoções. Pode ser falando, pintando, desenhando, compondo, cozinhando, e a lista continua. Concordo. E acho um máximo alguém ter descrito tal percepção.

Tanto esta percepção quanto a frase de Caê são totalmente óbvias. Mas as coisas óbvias, muitas vezes, ficam de lado, não recebem atenção, e portanto, quando ditas, se tornam grandes sacadas!

"Common sense is the least common of all the senses"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Vicodin?


Medicina vende. ponto.

Basta perceber na televisão a quantidade de seriados médicos. Independente da emoção que eles passem ao telespectador: felicidade, tristeza, intriga, medo, ..., todos estão unidos por algo em comum: a rotina médica.
Questiono a razão de tanto "voyeurismo". Talvez tenha raiz comum com a sabedoria popular de que "de médico e louco, todo mundo tem um pouco".

Certa vez fui a Mauá, e lá li em uma doceria um papel com ditos populares modificados, parodiados, por assim dizer. Eu tinha 13 anos. Lembro-me de apenas um até hoje: "de médico e louco, todo mundo já está de saco cheio."

Essa excessiva dramatização da rotina médica nos leva a uma realidade na qual a população acredita que conhece uma rotina por acompanhá-la na televisão, deixando de lado o antigo conhecimento de que ficção é ficção; vida é vida. Apesar de uma imitar a outra (fica a questão de quem é o imitador, e quem é o imitado), alhos sempre serão alhos, e bugalhos, bugalhos até a morte!

É muito interessante. Não é raro se ver uma consulta médica na qual o paciente apresenta uma queixa para o examinador, este escuta a queixa, conversa com o doente, examina-o por completo,... Tá, percebo. Eu menti, isso é sim raro. Entretanto, vamos supor que existimos em um mundo no qual a prática médica seja amplamente exercida da forma descrita a cima. Depopis de feito o supracitado, o clínico chega a um diagnóstico cujo tratamento é: boa alimentação, prática diária de exercícios, boas horas de sono, ingesta esporádica de bebidas alcóolicas, abolição do fumo,... basicamente: adoção de hábitos de vida saudáveis. Ou ainda, em um caso mais agudo, a antiga receita da vovó para uma virose: vitamina C e cama.
O queixoso vai para casa decepcionado e insatisfeito: Poxa, não me passou nem um remedinho?!

As pessoas querem acreditar que a cura para seus problemas, para as suas questões, encontra-se em drágeas que devem ser consumidas sob posologia prescrita por outrém (nem esta responsabilidade querem para si.). Haja vista a atual epidemia de doenças psicofundamentadas.
Também temos os mais radicais, que optam pela cirurgia. Para que dieta e consciência corporal? Para que atividade física? Recorramos a faca. Os fins justificam os meios. Mal sabem eles que os fins estéticos não são a causa da prática da saúde, mas sim, consequência dela.

Em meio a isso tudo temos a indústria farmacêutica. Pausa para reflexão. Será que sobreviverei a este post?

Não tenho a pretensão de aqui fazer grandes revelações, ou mesmo extinguir a temática. Aliás, não vou nem emitir minha opinião sobre o assunto. Lidemos apenas com fatos.
Enquanto indústria, depende de pesquisa. Para isso necessita de dinheiro. Como não é amplamente financiada pelos governos mundiais, o comércio, mediado pela propaganda, torna-se o meio de retorno para tal investimento inicial. Mas não em micro escala como um revendedor de móveis e eletrodomésticos, mas sim em uma macro escala da indústria do capital.
Não a toa o estudo inédito "Painel da Indústria Farmacêutica" (PIF), apresentado pela Business School de São Paulo (BSP - sentiu o drama?!), mostrou que a consolidação da IF deve se intensificar nos próximos anos, o meio para tal fim seria mudanças na estratégia geral de aquisição de concorrentes. Basicamente, fusões. Bem como os bancos. Itaú/Unibanco não me deixa(m) mentir.

Um dia tentei explicar para uma criança de menos de quatro anos o significado de uma palavra através do uso do seu oposto.
Se hoje essa criança me perguntasse: "Quêquí cê tá escrevendo?" Eu responderia: "O contrário de simples."

O Vicodin do House começa a fazer mais sentido.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Após os temporais...



As 11:17 de hoje, dia 07/04, oglobo.globo.com noticia que já são 104 mortos no Rio de Janeiro em consequência desta tempestade.

Muito triste. Estou bastante abalada com toda a situação. Eu e toda a cidade.

Todavia, ficar pensando nas coisas ruins não as tornam melhores. E, é justamente nestes momentos críticos que surgem as possibilidades da construção de um caminho direcionado a um futuro melhor.

Crise:
do elemento complementar grego "Krisis": "turning point" em uma doença (usada desta maneira por Hipócrates e Galeno); Literalmente: julgamento, ação ou faculdade de distinguir, ação de escolher, separar decidir, julgar.

Do verbo grego "krino": separar, decidir, distinguir, discernir (dentre vários outros sentidos), cujo radical foi usado na segunda metade do século XIX para designar as glândulas ditas endócrinas (que secretam seus elementos diretamente no sangue), sendo depois utilizada em outros termo médicos como exócrina, apócrino, heterócrino, holócrino, mesócrino.

Do PIE (família das línguas que inclui grande parte das linguas da Europa moderna - o inglês entre elas - e também algumas existentes e extintas no sul e oeste asiático. Presume-se que todas compartilhem um ancestral comum, PIE - sigla em inglês), *krei, distinguir, discriminar.

É. A crise é o momento que permite que tudo mude.

Diz-se que a filosofia surgiu de uma crise. A que os gregos enfrentaram durante a sua expansão marítima ao encontrarem povos que nunca tinham ouvido falar em Zeus, Atena, Apolo,..., e que tinham outras explicações para tudo aquilo que eles justificavam com a mitologia.

Acho que todos nós, cidadãos do mundo, temos que rever nossas atitudes, nossos conceitos, nossa vida, tudo! Afinal, tantos desastres naturais ao redor do mundo em tão curto espaço de tempo, não pode ser sem razão. É consequência da forma que vivemos e tratamos o planeta.

OK. E o que eu posso hoje, agora, através de um blog fazer para tentar melhorar essa situação do Rio?

Infelizmente não temos como voltar atrás para evitar o que se passou com as vítimas dos desabamentos, o que se pode fazer é evitar novas vítimas, mas não só do desabamento.

Vamos evitar as vítimas da lepstospirose, hepatites A e E, doenças diarreicas, dengue, febre tifóide, cólera e tétano.
As inundações e as chuvas podem levar a surtos de muitas doenças. Como evitá-las?

A leptospirose, as hepatites A e E, as doenças diarreicas e a febre tifóide ocorrem mais comumente em áreas onde a infra-estrutura de saneamento básico é inadequada ou inexistente. Podem ser adquiridas pela ingestão de água e alimentos contaminados pelas inundações (leptospirose , hepatites, doenças diarreicas, febre tifóide e cólera) ou através do contato direto das pessoas com a água e a lama das enchentes (leptospirose).

A leptospira (bactéria causadora da leptospirose) é eliminada através da urina de animais, especialmente o rato de esgoto, e sobrevive no solo úmido e na água. Sabendo disso é fácil concluir que as inundações facilitam o contato da bactéria com os seres humanos. Ela pode penetrar no organismo pelo contato da pele e das mucosas com a água e a lama das enchentes. Além disso as pessoas também podem ser contaminadas através da ingestão (já que as inundações podem contaminar a água de uso doméstico e os alimentos). Quando ocorrem, as manifestações aparecem em um intervalo de 2 a 30 dias após a infecção. Suas manifestações iniciais devem ser diagnosticadas e tratadas precocemente e são clinicamente indistinguíveis das da dengue.

As chuvas, e não as inundações, podem facilitar a ocorrência de dengue, uma vez que o acúmulo de água relativamente limpa em qualquer recipiente (vasos de plantas, latas, pneus velhos etc.) permite a proliferação do Aëdes aegypti.

A hepatite A é causada por um vírus, sua transmissão é fecal-oral, podendo ocorrer por meio da ingesta de água e alimentos contaminados ou de um ser-humano para outro. Em regiões onde o saneamento básico é precário ou ausente esta infecção é muito comum mesmo na ausência de inundações, por isso, a maioria da população desses locais já foi infectada quando criança e hoje tem imunidade contra a doença. Em crianças a hepatite A é comumente assintomática ou tem manifestações discretas.

A hepatite E tem transmissão e evolução semelhantes às da hepatite A, porém está mais associada a inundações.

A Salmonella typhi, bactéria causadora da febre tifóide, é adquirida pela ingestão de água e alimentos contaminados. Durante as inundações não parece haver risco significativo de epidemias, uma vez que para ocorrer a infecção é necessário ingerir uma grande quantidade de bactérias que, provavelmente, são "diluídas" pela grande quantidade de água. Todavia, pode haver contaminação de poços, sistema de abastecimento e de alimentos, com proliferação da bactéria subsequentemente, possibilitando a ocorrência de casos.

O tétano é causado pela contaminação de ferimentos com o Clostridium tetani, uma bactéria que é encontrada normalmente no solo, no esterco, na superfície de objetos. Os transtornos causados pelas enchentes (remoção de entulhos e lama etc.) podem ser fatores facilitadores para ferimentos. Pode parecer que a vacinação em massa contra o tétano seja uma medida útil, mas ela pode surtir efeito contrário ao criar uma falsa sensação de segurança. Uma pessoa que nunca tenha sido vacinada não ficará imunizada contra o tétano com apenas uma dose.
A profilaxia do tétano será feita mais adequadamente em uma Unidade de Saúde, uma vez que envolve cuidados com o local do ferimento e depende da história de vacinação. Se o indivíduo nunca tiver sido vacinado ou estiver com o esquema vacinal incompleto pode ser necessário que, dependendo do tipo de ferimento, além dos cuidados com o local do ferimento e da vacina, receba também imunização passiva (imunoglobulina antitetânica ou, na sua falta, soro antitetânico). Em adultos não vacinados, o esquema completo é feito com três doses. Vale lembrar que o esquema não é suficiente para conferir imunidade, as pessoas devem receber a dose de reforço a cada dez anos.

Outro problema de saúde ligado à contaminação da água são as doenças diarréicas agudas. Essas doenças apresentam, como sintomas, vômito, diarréia e febre (mais comum nas crianças). A diarréia oferece o risco de desidratação. A perda excessiva de líquidos pode até mesmo levar a pessoa à morte. Por isso as seguintes medidas são recomendadas: tomar muito líquido, utilizar o soro caseiro e procurar um profissional de saúde, evitando a automedicação.

Enquanto a leptospirose é uma preocupação imediata, a dengue tem um risco prolongado, visto que deve gerar preocupações ainda por muitos meses. Quando a inundação acabar os ratos voltam para seus "lares", os esgotos, e os seus xixis e leptospira voltam com eles, já as fêmeas dos mosquitos Aedes podem deixar muitos ovos pela cidade.

A profilaxia mais efetiva para todas estas doenças é feita através do tratamento correto da água e da preparação adequada de alimentos. Ingerir apenas água filtrada ou fervida é mandatório! Lavar bem os alimentos antes de consumí-los também. No intuito de evitar (mais) uma nova epidemia de dengue é importante que a população retire a água de todos os locais que ela esteja armazenada e feche possíveis reservatórios. Medidas básicas de higiene como lavar as mãos após utilizar o banheiro e antes das refeições devem ser parte da rotina de qualquer indivíduo. Quem tiver sido vacinado contra o tétano há 10 anos ou mais deve fazer o reforço.

Mudando de assunto, mas continuando no mesmo, acho que um evento como esse é um alerta para a necessidade da saúde pública caminhar junto com as reformas urbanísticas da cidade. Nada é separado, nada existe sozinho, as coisas coexistem.

"Tudo que existe existe talvez porque outra coisa existe. Nada é, tudo coexiste: talvez assim seja certo."

Fernando Antônio Nogueira Pessoa - Livro do Desassossego


Fontes:
dicionário Houaiss
portal.saude.gov.br
cives.ufrj.br/
noticias.uol.com.br
oglobo.globo.com/plantao
http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/drama-no-rio/ - foto
http://www.etymonline.com/

domingo, 4 de abril de 2010

Carta de Noel Rosa a Edgar Graça Mello

Belo Horizonte, 27 de janeiro de 1935

Meu dedicado médico e paciente amigo Edgar.
Um abraço.
Se tomo a liberdade de roubar mais uma vez seu precioso tempo, é porque tenho certeza de que você se interessa por mim muito mais do que eu mereço.
Assim sendo, vou passar a resumir as notícias que se referem à marcha do meu tratamento.
E, para amenizar as agruras que tal leitura oferece, resolvi fazer uso das quadras que se seguem:

Já apresento melhoras:
Pois levanto muito cedo
E... deitar às nove horas
Para mim, é um brinquedo!

A injeção me tortura
E muito medo me mete;
Mas... minha temperatura
Não passa de trinta e sete!

Nessas balanças mineiras
De variados estilos
Trepei de várias maneiras
E... pesei cinqüenta quilos!

Deu resultado comum
O meu exame de urina.
Meu sangue: - noventa e um
Por cento de hemoglobina.

Creio que fiz muito mal
Em desprezar o cigarro:
Pois não há material
Pra meu exame de escarro!

Até agora, só isto.
Para o bem dos meus pulmões,
Eu, nem brincando desisto
De seguir as instruções.

Que meu amigo Edgar
Arranque deste papel
O abraço que vai mandar
O seu amigo
Noel.


Sambista, cantor, compositor, bandolinista e violonista brasileiro, Noel Rosa foi um dos grandes nomes da música brasileira.

Hoje é extremamente comum em grandes metrópoles de todo o mundo vermos "meninos do asfalto" fazerem a conexão com a cultura do "morro". Noel Rosa foi vanguarda nesta história. O Hip Hop estado-unidense que se propaga hoje por todo mundo é uma outra versão (mais moderna, com uma maior amplitude - globalização tá aí!) do que Noel viveu e fez com o samba no final dos anos 20 e nos 30.

Perdemos esse grande artista precocemente, em 1937, com 26 anos, vítima da tuberculose.

O mais recente post do blog "saúde e etc" (http://saudeeetc.blogspot.com/) é uma explicação curta, simples e bem esclarecedora do que é esta velha doença, que, nos dias de hoje, ainda reúne esforços do MS e da OMS na intenção de diminuir suas vítimas. O impacto da tuberculose no mundo atualmente ainda é tão grande que existe uma organização voltada apenas para tentar freá-la, a Stop TB.

O MS veicula na mídia um importante recado: TOSSE POR UM PERÍODO IGUAL OU SUPERIOR A TRÊS SEMANAS ININTERRUPTAS PODE SER TUBERCULOSE, quem apresenta este sintoma deve procurar um profissional de saúde para auxílio. A intenção de passar este conhecimento para a população é aumentar a detecção dos casos de tuberculose permitindo, portanto, seu tratamento. Essa é uma grande arma contra essa doença, mas não a única.

Um grande problema que fundamenta a ainda elevada prevalência da tuberculose é o abandono do seu tratamento.

A tuberculose tem um tratamento muito demorado (no mínimo seis meses), mas o paciente começa a sentir-se bem ao final de algumas semanas do seu início. Quando sente-se bem, a importância dada ao ato de medicar-se reduz consideravelmente, principalmente mais de uma droga, mais de uma vez por dia, por vários meses, e neste momento muitos abandonam o tratamento. Esse abandono do tratamento pode induzir a resistência bacteriana as drogas, fato que justifica o aparecimento de cepas resistentes ao tratamento no mundo todo. A seleção de bacilos resistentes culmina em uma doença muito mais difícil de tratar.

A ADESÃO AO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE É ALGO MUITO IMPORTANTE! PARA O INDIVÍDUO CONTAMINADO E TAMBÉM PARA TODO O MUNDO! AS BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES NO FUTURO INFECTARÃO OUTRAS PESSOAS.

O tratamento da tuberculose é gratuito e está disponível nas unidades de saúde pública do País. A rede privada não oferece atendimento para doença, e os medicamentos não podem ser comprados em farmácias.

Importante: Existe muita controversa com relação a eficácia da BCG (vacina da marquinha do braço que proteje contra a TB). Atualmente o mais aceito é que ela proteja contra as formas graves da doença, portanto mesmo aqueles que foram vacinados contra a doença podem desenvolvê-la.



Último Desejo

"Nosso amor que eu não esqueço, e que teve o
seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete,
sem luar, sem violão
Perto de você me calo, tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim"

Noel Rosa

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Tim Maia, chocolate, o tráfico de drogas e a educação em saúde!


-O Senhor aceita um cafezinho?
-Não! Eu quero chocolate!

- Que seja com alto teor de cacau, Tim!

Tim Maia, figuraça(AÇA!) da música brasileira, tinha o costume de chamar o haxixe (resina extraída das folhas e inflorescências do cânhamo, cujo uso é muito comum no Oriente) de chocolate.
Quem leu a biografia do cantor, como eu, sabe disso. Quem não leu, recomendo, é um excelente entretenimento.

Estava no trânsito, pensando sobre o meu post anterior: chocolate, Tim Maia, haxixe, tráfico de drogas, Rio de Janeiro, vida... Surgiu na minha cabeça este post.

Fazer uma conexão do impacto do tráfico de drogas na saúde pública não é trabalho nenhum para qualquer morador de uma grande cidade do mundo como o Rio de Janeiro. Mas, normalmente, se pensa no impacto das drogas na saúde dos indivíduos. Os inúmeros malefícios que o uso rotineiro de tais substâncias podem acarretar nos organismos e suas consequências para o sistema de saúde.
Mas eu estava pensando em outra coisa...

O comércio ilegal das drogas e armas é enorme, diariamente vários cidadãos estão envolvidos em tais atividades. Esse é o seu trabalho, é de onde tiram o seu sustento, o que lhes permite viver. Viver por pouco tempo, visto que a expectativa de vida neste ramo comercial é baixíssima. Encontrar um traficante com mais de 30 anos é tão difícil quanto comprar alcóol em gel num surto de gripe suína ou repelente em uma epidemia de dengue aqui na Cidade Maravilhosa.
Como qualquer carreira, esta é uma escolha de um cidadão, e quem opta por seguí-la, provavelmente, não vê na morte precoce um problema. Tudo isso abre margem para inúmeras reflexões e (acaloradas) discussões por si só, e eu sei que estou sendo um pouco taxativa e simplista com algumas afirmações, mas isso é só para que eu consiga chegar no meu ponto, não posso contemplar tudo que o tema permite em um único post. Então vamos lá.

Tenho certeza de que tal vida efêmera tem um impacto enorme na saúde pública. Na saúde coletiva. Na saúde da cidade. Principalmente no que diz respeito as doenças infecto-contagiosas, em especial aquelas sexualmente transmissíveis.

Quando se fala em saúde pública se fala em prevenção.
Prevenir o que? Bom, se estamos falando de um coletivo devemos nos focar nas doenças mais comuns e que são as maiores responsáveis pelas mortalidade e mortandade de uma cidade. Dessas podemos destacar, por exemplo, o diabetes e a hipertensão arterial, que acometem grande parte da população e tem duras consequências a longo prazo. Hábitos de vida saudáveis podem prevenir (em parte) essas doenças, e isso se atinge através da conscientização da população, da educação. Porém, essas doenças (bem como outras) não são relevantes na população supracitada pela faixa etária de prevalência.

Diferentemente destas, as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) tem a sua maior incidência entre os jovens. Dentre estas patologias destaco a AIDS e a hepatite B, por ainda não terem cura, e o HPV por ser diretamente ligado a virtualmente todos os casos de câncer de colo uterino.
A forma de se prevenir as DSTs é a mesma para todas: CAMISINHA! Algo prático e gratuito (o governo distribui e o acesso é fácil). Mas, mesmo assim, nem todo mundo usa, e isso também é tema para inúmeras reflexões e debates calientes.

O grande problema das DSTs (quando se fala em coletivo) é que, diferentemente da H.A.S., as pessoas contaminam outras. Não é uma doença que um indivíduo tem e "é problema dele", é problema nosso, visto que um portador coloca algumaS pessoaS em um grupo de risco.
Mas, apesar da diferença na propagação, a solução é a mesma da pressão alta: conscientização da população, educação.

É aqui que todo o meu texto vai se unir. Tcharãn!

Por que um indivíduo que não se importa em morrer antes dos 30 devido a sua atividade laboral se importaria em contrair uma doença que o mataria dentro de 10, 20, 30, 40 anos?

OK, ele vai ingerir muito sal, fumar muitos cigarros, comer muita gordura trans, levar uma vida sedentaria e beber até cair todos os dias de sua vida, sem nunca ver a hipertensão chegar. Nem a cirrose e nem o câncer de pulmão, porque para isso ele teria que viver mais. Sem problemas.

Mas, mais uma vez, estas doenças não são transmitidas de um indivíduo para outro.

E as DSTs?

Provavelmente ele já terá morrido em exercício de sua profissão antes da hepatite falir o seu fígado, ou da AIDS tornar seu sistema imune fraco demais para vencer uma "gripe boba". Todavia suas parceiras provavelmente terão uma vida mais longa e outro(s) parceiro(s).

O transmissor, que não se preocupou e tampouco sofreu as consequências de uma infecção, deixou para sua viúva um câncer de colo em 15 anos. Uma outra viúva contaminou seu namorado seguinte com o HIV, este rapaz era "saidinho" e contaminou aproximadamente 20 outras mulheres. Uma delas se casou, teve filhos, todos HIV positivo. E por aí vai...

Quando se fala em doenças infecto-contagiosas uma pessoa contaminada abre uma gama de possíveis contaminações grande, e cada nova pessoa contaminada abre um novo espectro, aumentando progressivamente os possíveis (e prováveis) novos infectados.
Agora eu retomo a minha questão.
COMO?
Como se conscientiza alguém a cuidar de sua saúde, de sua vida, se esta é algo que o indivíduo em questão valoriza de uma forma tão distinta da população para qual as campanhas de educação estão voltadas?

Como eu poderia responder a essa pergunta se tenho uma visão de mundo tão distinta daquela que IMAGINO que o grupo de pessoas ao qual me refiro tenha, visto que o valor que imprimimos as coisas é completamente influenciado pelo meio no qual vivemos.

Mas se o objetivo é atingir muitas pessoas não adianta apenas pensar e falar com valores próprios.

Aliás, como não se reduz a visão de mundo de uma pessoa, a uma visão de mundo de um grupo de pessoas? Claro que o meio é importante, mas ele não é tudo. Existe um fator pessoal muito importante no que diz respeito a pensamento. Óbvio? Tenho minhas dúvidas...

Aqui na "cidade maravilha purgatório da beleza e do caos" muitos cidadãos trabalham com o tráfico. Saber como conscientizá-los, como educá-los em termos de práticas de saúde, principalmente no que diz respeito as doenças que tem o homem como vetor, é algo muito importante para uma cidade mais saudável.

Paulo Freire disse que "ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo", complemento isso com outra frase dele, "Assumir-se como sujeito porque capaz de reconhecer-se como objeto".

Quem sabe um dia (se a minha vida seguir esse caminho), com experiência prática de saúde pública, de prevenção, eu tenha um esboço de resposta para essa e tantas outras questões.

Enquanto isso não acontece, se alguém tiver algo a dizer, é só postar.